sábado, 9 de dezembro de 2017

Desculpe o transtorno... estou em reforma para melhor ME atender

Depois de 29 anos de vida, anos em que eu apenas sonhei. Anos que eu me senti presa a qualquer coisa que eu nem sei o que é.  Sentindo-me mal por ser quem sou. Tentando ser invisível.  Sentindo-me idiota a cada palavra dita, inútil em inúmeras ocasiões, sentindo que minha vida sempre seguia um fluxo que me levava onde eu não queria ir.  Apenas fazendo o necessário e me escondendo o resto do tempo. Aceitando a mediocridade. Aceitando o que os outros escolhessem.  Não tendo preferências por não ter experiências.   Não tendo especialidades... sabendo um pouco de muito, e muito de nada.  Depois de todos esses anos... de tantas quedas, de tantas dores. Dois anos em que a vida me torturou, e eu me torturei, tendo como ápice a perda do meu pai e um luto sem fim.   Depois de tudo isso, enfim, entendi algumas coisas. Aliás, entendi que não posso entender tudo.  Que não posso continuar levando as coisas tão a sério, e focando na parte negativa da vida.  Que não posso deixar simplesmente que meu desejo de ficar na cama vença tantas vezes.

Queria ter vivido assim desde sempre, mas agora já é um começo. É um despertar.
Não vejo mais motivos para me esconder, ser invisível. Também não vejo porque me mostrar.  Apenas ser.

Não quero mais falar só por falar... por obrigação. Vou agir como quiser agir, e silenciar quando for preciso. Ser gentil, claro... sendo eu mesma, sem forçar e sabendo observar a reciprocidade, sem me prender a ela.

Conhecer o melhor de mim:

Eu percebi algo na minha voz, no meu corpo e na minha fluência em outro idioma.  Quando eu era adolescente eu cantava muito.  Não cantava bem... rsrs... só que eu conhecia o que a minha voz fazia.  Eu dançava também... e conseguia fazer muito mais que hoje. Perdi a capacidade física.  Eu era fluente em inglês, e hoje embora eu reconheça uma boa pronúncia eu não consigo ter... perdi a capacidade.  Não conheço mais meu corpo, perdi a consciência corporal.  Agora eu quero saber até onde eu posso ir. Ser a melhor versão de mim em todos os âmbitos da minha vida.  Saber aquilo que meu corpo e minha mente são capazes de fazer.  Errar é melhor que não tentar.

Até a morte estarei lutando, caindo e levantando. Dando o que posso dar. E sabendo que meu limite é um pouco maior do que eu imagino. Aliás, antes de desistir, sempre tentar.  Fazer o que é possível, não ficar reclamando.

Tenho muitas coisas a aperfeiçoar... mas só aos poucos eu vou falando. Pra quê colocar uma lista de coisas não feitas, né não? Prefiro colocar as conquistas.

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Ontem o dia foi bom. Não liguei o computador, tv ou internet até mais ou menos 20h. Li muito.  Fiz muitas coisas. O dia foi bom.

Hoje me senti mal. Hoje tive impulsos e me alimentei mal. Hoje fui inútil, liguei internet e deitei... não saí do quarto a tarde toda.  Apenas deixei a casa e a louça limpa. Estou com dor de cabeça. Agora vim aqui terminar esse post. Não tem problema. Amanhã eu me levanto... aliás, acabei de me levantar vindo aqui. Estou mal... sem culpa por hoje. Vou fazer o que está ao meu alcance. Já é o suficiente. Já é o bastante.

Menos culpa... mais satisfação.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Minimalismo é coisa de rico/ Minimalismo é coisa de pobre

A maioria das histórias sobre simplificar a vida, desfazer-se dos excessos, as histórias dos minimalistas na mídia muitas vezes estão relacionadas a pessoas ricas. Pessoas que possuíam muito e aí de repente largaram tudo.
A casa minimalista que vemos por aí, tem móveis caríssimos.
As roupas minimalistas, para quem quer ter um estilo minimalista, são de um determinado tipo, aí você teria que trocar todo seu guarda roupa.
Então alguns pensam que é coisa de rico.

Não tem nada a ver com a sua conta bancária, tem  a ver com o modo que quer levar a vida, com deixar a vida leve.  Com analisar o que é essencial, o que é importante e viver com isso. 
Deixar claro algumas coisas:
-Você não tem que trocar seu guarda-roupa - se você percebe que seu estilo não é o que você usa, é muito possível trocar aos poucos conforme as suas roupas forem estragando. Pra quê a pressa?
- Sua casa não precisa ser nas cores preto, branco e cinza - use as cores que te faz feliz.
- Você não precisa viver com 100 itens - defina o que é essencial pra você
- Não tem que imitar ninguém -  esse item é o mais importante.

Outros, ao exporem seus poucos bens, são chamados de sovinas. Ainda alguns ao assistirem vídeos  dizem " Eu não sou minimalista, eu sou pobre mesmo!"

Eu sou pobre, mas cada vez que eu destralho minha casa sai coisas e mais coisas daqui. Então vamos aos itens em excesso que o pobre guarda:

- Roupas velhas: rasgadas, desbotadas, desgastadas, furadas, roupas íntimas, etc.
- Papel: recibos, resumos, matéria da faculdade ou da escola, revistas, etc
- Objetos de cozinha: potes plásticos quebrados ou rachados, potes de margarina e sorvete, panelas velhas que já não são mais utilizadas, eletrodomésticos que não gostamos de usar, panos que guardamos para futura eventualidade.
- Objetos não identificados : isso mesmo! Aquelas peças que você encontra perdida pela casa e não sabe de onde saiu, e guarda por anos achando que um dia vai descobrir de onde saíram.
- Coleções que não amamos mais, livros que nunca mais leremos, cds que não mais ouviremos.
-  Bibelôs... alguns ganhamos, alguns herdamos, outros compramos. E muitos não amamos.
-  Lembrancinhas de festas
-  Flores artificiais- que pegam poeira e dão muito trabalho pra limpar.
- Eletrodomésticos quebrados.

Eu vou falar a verdade aqui... eu guardo potes de margarina... pronto, falei! Mando mesmo comida pros amigos neles quando almoçam aqui e vão levar algo pra casa, eles também me servem pra misturar os cremes de cabelo ou tinta... tem as mais variadas utilidades. Dentro do saco de ração dos cachorros tem um pote de sorvete que eu uso pra pegar a ração. Mas eu fico com uma quantidade mínima guardada. Não faço coleção, rsrs.

Também tenho umas roupas em más condições para quando for pintar a casa ou fazer qualquer coisa que vá estragar a roupa. Mas fica só uma reservada pra isso.

Isso foi só pra vocês entenderem que o pobre também pode ser acumulador. Eu mesma tenho que ver os recibos que já não precisam ser guardados... uma daquelas tarefas que deixamos pra depois, e o depois nunca chega.

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Simplificar a vida é pra quem quiser!

domingo, 19 de novembro de 2017

Faça o que te faz bem

Não o que você gosta, não o que seu corpo pede. Mas aquilo que te favorece

Seja bondoso consigo mesmo.  Cuide-se como cuidaria de um filho.

Sabe... eu tenho dois cachorros e um gato:

       

Muitas porcarias que eu como não daria a eles.  Porque eu os amo. Então dou ração. Fruta. Coisas naturais.

Então não é porque me faz feliz quando como, que me faz bem. Então é preciso fazer aquilo que nos faz bem... muitas vezes isso vai corresponder ao que nos agrada... outras vezes o que nos agrada nos faz mal. E se o que te agrada faz mal... pense bem, mude o caminho, faça o que te faz bem.
Vc gosta de ficar parado, de não sair de casa nunca, de se isolar, de comer porcaria, de assistir ou ouvir coisas que te trazem sentimentos ruins. Pare! Pense! Faça o que te faz bem.

Saia com seus amigos, experimente mais coisas saudáveis e mude seu paladar. Não tenha preguiça de aprender. Muito menos preguiça de amar. Desafie-se...
Faça o que te faz bem!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sair da rotina #1 Passeios

Sabe... eu sempre pensei: Nunca segui rotina pra poder sair dela.

Mas, pensando bem, a minha rotina era a inércia.  Agora... eu quero ser ativa... Acho que já falei disso por aqui.  Em todos os sentidos... Mas hoje eu queria falar sobre viver coisas novas. Ver lugares bonitos.

Fazer a vida bonita é ver o que é bonito também.

Fomos a Vista Chinesa... sabe, vou confessar pra vocês... eu não tava tão a fim de ir.  Mas a ideia foi minha, marido apoiou, pegamos biscoitos e frutas e fomos.



Lá paramos na cachoeira dos macacos...



Depois fomos ao planetário... que não tinha grandes exposições... mas a sessão de cúpula valeu a pena.  É lindo assistir as estrelas no teto redondo... parecia que estávamos deitados na roça, olhando pro céu super estrelado como eu nunca vi de verdade.

Ah... e este fim de semana vivemos outra experiência agradável, e levei meus irmãos:

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e área interna
Cena do musical Dançando no Escuro.

Está aqui no RJ, última semana, aos domingos tem acessibilidade, fones com áudio descrição, programa em braile e intérprete de Libras.(Que não sou eu... acho que já podem começar a me contratar pro teatro, pessoal, tô aceitando! rsrs)

Pra quem é do Rio, é no Sesc Ginástico, essa é a última semana... então, se gosta de musicais, aproveite!!!


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Metas de novembro

Para novembro virão as metas que eu não cumpri em outubro.  Mas uma coisa que me ajudou no último mês foi tentar melhorar em vários aspectos, porém ter um foco, que foi minha vida espiritual.  Agora que dei uma melhorada nisso, o mês de novembro terá o foco "saúde".

Os objetivos não cumpridos:

Realizar mais um destralhe geral da casa.

Escrever no blog que criei para produzir conteúdos pedagógicos ligados a surdez

Reduzir Netflix (tenho assistido pelo tablet enquanto lavo a louça e cozinho. Mas por vezes acabo assistindo "só mais um" episódio no sofá ou na cama.)

Aprender mais músicas no violão.

Fazer alongamentos, melhorar alimentação e beber mais água.(vou deixar o exercício pela caminhada de ida e volta ao trabalho, ok? Depois que meu corpo acostumar aumento isso.)

Escrever mais no blog

Quero realizar essas coisas, mas o foco será exercícios e melhorar a alimentação.  Voltei ao Pilates, e quero fazer caminhada no mínimo 3x na semana.  Afinal, este é o foco do mês.  Pro próximo mês a intenção será melhorar minhas habilidades em Libras, ou treinar mais vezes violão. Até o final do mês eu decido... mas acho que sendo um mês de véspera de férias, o violão é uma boa pedida.

É preciso tomar as rédeas da própria vida, decidir seu caminho, a maneira que quer viver. Não podemos deixar que um medo qualquer nos paralise.  Precisamos viver, não apenas sobreviver.  Cansei de ser levada... ser carregada. É preciso viver ativamente...




domingo, 5 de novembro de 2017

Resumo de outubro/2017

Foi um mês médio, digamos.  Há tantas coisas a fazer... tão pouca disposição. Mas vamos lá ao mês...

Os objetivos eram os abaixo citados... todos em vermelho eu não cumpri.

- Realizar mais um destralhe geral da casa.

Escrever no blog que criei para produzir conteúdos pedagógicos ligados a surdez

- Assumir uma responsabilidade no trabalho que pode enriquecer minha experiência e agilizar o progresso do aluno(montar planejamento e manter registro)
Apesar de não ser bem como eu esperava, estou conseguindo(com a ajuda de outros) vez ou outra reunir as crianças surdas no final da aula para realizar atividades lúdicas e conversarem.

- Passar mais tempo no trabalho voluntário de ensino bíblico.
Consegui, e estou mais feliz. Certamente é a melhor coisa de todas... era meu foco do mês.

Reduzir Netflix (tenho assistido pelo tablet enquanto lavo a louça e cozinho. Mas por vezes acabo assistindo "só mais um" episódio no sofá ou na cama.)

- Aprender mais músicas no violão.

- Participar de fóruns, seminários, encontros e etc... ligados a meu trabalho ou não.
Participei do Fórum de Tradução e Interpretação na UFRJ e fui dinamizadora em uma oficina de Libras promovida pela prefeitura em que trabalho.

- Fazer alongamentos, melhorar alimentação e beber mais água.(vou deixar o exercício pela caminhada de ida e volta ao trabalho, ok? Depois que meu corpo acostumar aumento isso.)

Escrever mais no blog... fui lembrada pela Tiane que este era um bom alvo.


Admirar mais os detalhes e a beleza que está aí ao meu redor a cada dia... e colocar as fotos por aqui
Fomos a vista chinesa... em um outro post colocarei as fotos. Foi no mês de novembro, no feriado, mas tiramos fotos é o que vale...


Como podem ver... Fiz bem pouco do que queria este mês. Mas apesar de não ter chegado perto da vida ideal, ainda foi um ótimo mês. Meu foco era minha vida espiritual com o trabalho voluntário. Melhorei, sinto que consegui incorporar na rotina.

Agora é novembro... o que você tem pra mim?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vício em açúcar / Documentário Food Choices

Olá, meu povo

Como já falei aqui muitas vezes, é preciso parar de planejar e começar a agir. Porém não é fácil. Eu amo planejar, montar listas, etc. Porém, na hora da execução eu falho. Então agora o objetivo das coisas é agir sem falar demais antes e sem grandes planejamentos desnecessários.

Percebi que tenho vício em açúcar. E que está piorando. Comi tantos doces este mês que até me assustei. De onde veio esse desejo? Aí comecei a buscar mais informação sobre o assunto, não vou discorrer aqui porque não sou nutricionista. Mas o que observei nos vídeos que assisti é que o açúcar dá sensação momentânea de bem-estar como uma droga qualquer. Quando a sensação acaba você quer mais e mais e mais, e quanto mais açúcar consome, mais você quer consumir. Você quer os picos glicêmicos. E a outra explicação que encontrei é que o açúcar alimenta bactérias ruins que há no intestino, quanto mais açúcar, mais elas se proliferam, e mais seu corpo pede açúcar para mantê-las vivas. E eu não quero as bactérias do mal, quero as do bem! Então estou tentando reduzir o açúcar refinado pra começar, e a farinha branca.

Como alguns já sabem, nosso intestino é muito importante, sendo até chamado de segundo cérebro.  Muitas doenças são causadas por inflamações, até mesmo doenças degenerativas do cérebro, e as inflamações podem ser criadas lá no nosso intestino. O intestino também produz serotonina.  Enfim: se seu intestino está bem, você fica feliz, inteligente, sistema imunológico maravilhoso.

Se quiser saber mais:

https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-incrivel-conexao-cerebro-intestino/


Achei muito interessante também o documentário Food Choices.(disponível na Netflix)
O documentário fala de uma alimentação baseada em plantas, e mostra motivos para não consumir proteína animal.
Embora eu não seja vegana ou vegetariana, e não sei se um dia serei, esse documentário nos faz pensar em muitas coisas, sendo uma delas a famosa dieta da proteína.

O documentário faz pensar sobre o que as dietas de redução de carboidrato e aumento de proteína fizeram com a mente das pessoas, movimentando um mercado imenso de produtos para suplementação de proteína que de acordo com os especialistas do vídeo é uma mentira. Questionam inclusive as tais cápsulas de ômega-3.
O que os especialistas deste vídeo dizem é que uma alimentação baseada em verduras, legumes, frutas e grãos, te dá tudo que você precisa pra viver.  Excluir da alimentação todo tipo de industrializado e produtos de origem animal.

Eu mesma já fiz a dieta da proteína por causa do emagrecimento rápido. Engordei mais rápido ainda.  Mas fiquei com o pensamento de que o carboidrato é vilão, e o grande problema é que esse tipo de dieta exclui frutas e legumes da alimentação.  Se você parar pra pensar bem, isso não tem como ser bom.(a não ser que você faça parte da minoria que tem alergia a frutose)

Mesmo que não possamos comprar os orgânicos, nos alimentar principalmente com os produtos vindos do sacolão do nosso bairro é muito melhor do que ter como base principal os industrializados do mercado.  É uma modificação que pode ser feita aos poucos, aumentando gradativamente, não é?

O documentário também fala do impacto ambiental da nossa alimentação carnívora. Assista... pode ter um impacto positivo na sua vida.

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Só uma observação:
Não entendi uma parte relacionada a vitamina B-12. Nós precisamos dela e não está presente nos vegetais. O documentário falou alguma coisa relacionada a isso, mas não me lembro bem.